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máquina de micrópera em trê atos(degraus).
processo:
libreto da primeira apresentação:
Primeiro Ato:O libreto nasce sempre no instante atual. O micropalco era uma escadita de três andares iluminada com microribalta onde os seres de papel atormentados pelo som do falante em forma de trombeta posto ao teto buscavam um modo de silenciá-la ao mesmo tempo que não atrapalhando a mineração de cera de ouvido que mantinha o controle das onda radiais, conseguida através duma macumba enterrando um piano pelos órgão de controle. A prisão do astrólogo e da astrônoma culpados enquanto jogavam sinuca de terem feito o patuá manteve o lance abafado.
Segundo Ato:A heroína muda perdida entre os sobes e desce se chama Ópera recebe a visita do espírito Verdi que lhe ensina o fole-go. Ela foge dos órgãos e samba na roça onde conhece o jovem Kantor, surdo com asas inúteis de Emtivi. Ele parte em uma jornada acreditando que desligando o som da datura(cujo nome secreto aprendeu com o astrólogo na prisão) ao mesmo tempo que a ditadura da música se instala com a greve das orelhas. O Polvo locutor conclama a população à ignorância total do som e passa a perseguir Kantor e Ópera que se refugiam com a resistência dos Solpáthos contra os Guarda-Chuvas. Acto Final: Kantor consegue
as asas com o espírito de Verdi após vencer os 3 corpos-sem-órgãos
do som("Ouça menos""Ouça Mais""Para
quê ouvir?"), empresa na qual todos os músicos(o cientista,
o diletante, o emotivo) falham. Ao chegar ao topo, o surdo nada consegue
fazer... É então que Ópera, a muda solta um canto
do chão e todos podem ouví-la no escuro. [Todos os papéis
devem ser postos dentro do liquidificador que servia de cenário
e batidos com a datura e tomados pelo performer.] Após isto,
continuar cantando a Ária final de Ópera enquanto joga
confete colorido no público.
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