Poema.
Apresentado no Encontro de Mar del Plata e Na Biblioteca Nacional de Buenos Aires.

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...
gitos às tramas de fibras, visco de pálpebras, inflação de metacárpios e pupilhas...
orbicular estiramento à ofuscação lacrimal...
r
ugoso vertebrar de silíncio, consistência e quebras... arar de cílios...
tremulação radial, folhas ao ar e létrons...
pisca...
falange em cento e oütenta graus de um corpo camputado...
plexo tonal...

...
gina em branco, página virada...
pruridos, os signos
sob unhas à pele, polêmica dos poros...
t
inta coagula em tipos... impressos, penetração das valas papilares...
sabeor, saboer...
eriçar pelos pêlos, insurgir o
gen ido explosão... barulho...
todas as línguas estão mortas recebendo a vida...
última sentença antes que os sonhos nos engulam, temos um corpo a desconstruir...
temos um léxico a gestar...

...
vãos mol
éculas...
só, o ruído sabe-se...
nada, de rugas conhecimentos...
pulsam! pulso, desmedidas células...
carmesim seiva, cantar dos rios primeiros...
calcam veiartérias, estas margens...
redentre, almáquinas...
que sabemos do amor, senão memórias d’úteros que enchemos com nossos vazios? caixas acústicas, como perseguiremos teu falsilêncio ressonante feitos entre o escarlate esquecimento...
entre sopro e foz, surdos da marcha já fúnebre, batimento rubro e terno...
fonofagia estio, still fetouvido oceânico...
o é nunca cabe-se e quer que nunca acabe...
dest’ruímos d’recepcionados nest’humor a ser expelido, placiente acidez...

...
em espinha escápula o um, abrigo d'omen...
cóccyx nomeado atlas, flexão da extensão à órbita dos satélites... tabula ossea rasa... dor, so it is... pés te erguem arcos... dêem-te em czima, paichão dos abutres... ode, os primaveris córtex... cérbero, a via dolorosa e térmica... ser é belo ensífalo... és o fago, diafragmenta pan, crias... disciplinam o reto ao curvo... à horta de suas tantas peles, lavram... éres íris...

... húmus do anus do solo... nozes, nós vozes do brotar... tectônicasca ovo rachadura, berra terras... fiandeiras glândulas, me embrandas... suaveazedo tear subcutâneo, bile e vís projetam ome, tdrançam... sol calcificado espaldas, os sós sons de flautas vertebradas em fantasias cervicais... solidifica-se estratos em depressões... do tecido vivo, m'úsculos... enervo arcabouço elo... sulco da fossa temporal... masca... nem todas as costelas são verdadeiras... mandíbulaxiomas contra o efêmur... me adula pro montório sacro, crista transversal, vá idade... a vida será arcada...

...
natimorto prematurobsoleto, gesto...
cegocolhar insone acolher vér-me...
cadáver arado conmusa sermente...
it...
que só sabe o que se sente...
esta fome de maiores fomes digeridas em nomes...
em nome da fecunda ferida...
nascercado de cor... suplício em berros silente e sempre...
reticente...
e...
e...
e...
...
quando nossos corações pela primeira vez batem, compreendemo-nos dissonância...

...
a respirardor...
trago o ódio ao peito...
aspirei, há o amor-te...
até que ali mentasse às flamas, minha ira...
chamando brasas às asas...
quimeras pulmonares d’homoplata...
raízes flutuantes cinza névoa, m’elán viral dos títeres in sensus mundi... legado às pedras, putrefato exalantoráxica toxinas... escarrando escárnio acima, larfar-ing memoiragoraquinstantes...
jásperas expéras... fumaças do quandonde,
ampulhetalhe...

...germenow fleumastigandordem, desertores de ser desertos... cartografias do nadaréia movediçando, catárse em cartilagem... grãos comendurando cagandócios gengivais... soleirascidentes dos multilados baldaquinos áridos, abóbada crânica... infra, folhágrimassêcas em suas tendências tersãs ao redestorno que queda na queda crônica... tênue gravidade, tênia e gravidez... entudo absoluto vazio...

... absurdo, abismo: proscuro... escolhúnica dos labirintos zigomáticos... meergulho na superfície à precisão imagética da morte... pro fundo profundo do mundo onde no fundo, no fundo não há fundo... descascada a sebola, resta o choro, a lâmina, os réstos...
fé, rugem: é!
des-pertando as fúrias re-veladas
à corda! a corda!
todos os nós estão em nós... mácula vertidos ao refletir nos olhos do cú, demônios que somos...
esmagados pelas próprias vísceras... forca intransponível entre virtude e carne...

...
erigindo nas ruínas dos templos nossos templos à ruína...
idolatrando os pés adôneos, ateando as raízes quadradas ao fio da lâmina sedesejo...
segredo, metameta do ente...
a via logopatia sob a pele vertigensons...
harmonia bélica das esferas... além domínio do demasiado espreitando por um apêndice... entre o entre e o entre... com suas helioconíades névoas
lusco fusco turbilhonante de mônadas às sériespiraisto infinitecido, multiplúnico transcaosmetrogonia da mnemomania...
musicai!

...
sus urros, no mas que reverberaciones del grito primeiro son las palabras
...

processo:
Escrito no processo de criação incial tanto da Ciberfonia, Filosonia e Audiomancia em Buenos Aires. Como iniciar uma escuta senão pelo esquecimento?